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Economia

Com aval de Lula, novo ministro defende mais endividamento e acende alerta no mercado

16/04/2026 21:15 Por Redação NTD

Proposta reacende debate sobre endividamento, consumo e riscos fiscais no país

Em meio a um cenário de aperto no bolso das famílias brasileiras, uma proposta ousada volta ao centro do debate econômico: ampliar o endividamento como forma de manter a roda da economia girando. A ideia, defendida pelo novo ministro das Relações Institucionais da Presidência da República, José Guimarães, sugere que o aumento do crédito disponível pode funcionar como um fôlego imediato para a chamada “economia popular”, especialmente entre as camadas de menor renda. 

Segundo o político, o estímulo ao consumo por meio do crédito pode ajudar a sustentar a atividade econômica em um momento de desaceleração, permitindo que famílias continuem comprando e movimentando setores essenciais. A avaliação ocorre em um contexto em que o alto nível de endividamento das famílias já preocupa especialistas, impulsionado principalmente pelas elevadas taxas de juros e pela facilidade de acesso ao crédito.  

Crédito como motor

A proposta, no entanto, divide opiniões. Enquanto parte do governo vê no crédito uma ferramenta para estimular o crescimento, economistas alertam para os riscos de aprofundar um ciclo de endividamento crônico. O acesso facilitado ao crédito, sem medidas estruturais, pode levar ao chamado superendividamento — quando grande parte da renda das famílias passa a ser comprometida com dívidas, reduzindo sua capacidade de consumo no longo prazo. 

Críticos também apontam que soluções baseadas apenas na expansão do crédito tendem a ter benefício temporário, enquanto os efeitos negativos podem durar anos. Especialistas defendem que o país precisa combinar medidas de incentivo com políticas estruturais, como controle da inflação e redução sustentável dos juros, para evitar que o alívio imediato se transforme em um problema ainda maior no futuro.