Justiça aponta agressões, abandono e tentativa de enganar protetores com imagens falsas
Um caso que causou indignação e revolta ganhou desfecho na Justiça: o psicólogo Pablo Stuart Fernandes Carvalho foi condenado a nove anos de prisão em regime fechado por maus-tratos a 17 gatos. Segundo a sentença, os animais foram adotados sob a promessa de cuidados, mas acabaram submetidos a situações de violência, abandono e sofrimento extremo, em um episódio que chocou protetores independentes e defensores da causa animal.
A decisão foi proferida pelo juiz Romero Brasil de Andrade, da 2ª Vara Criminal do Gama, no Distrito Federal. De acordo com o processo, o réu conquistava a confiança de voluntários e organizações, adotava os gatos e, posteriormente, deixava de dar informações sobre o paradeiro dos animais, apresentando versões contraditórias. As investigações identificaram desaparecimentos, abandono em vias públicas e o envio de imagens falsas para simular que os pets estavam em boas condições.
Provas e condenação
Perícias técnicas reuniram provas contundentes, incluindo áudios que indicariam agressões, com sons compatíveis com dor intensa, pancadas e possível asfixia. Também foram constatadas condições inadequadas de confinamento e ausência de cuidados básicos. A Justiça rejeitou a alegação de que os animais teriam fugido ou de que o acusado sofreria de problemas de saúde mental que comprometessem sua responsabilidade, entendendo que ele tinha plena consciência dos atos.
Além da pena de prisão, o condenado também recebeu multa e foi proibido de manter animais domésticos. O caso reforça que maus-tratos a animais é crime previsto na legislação brasileira, com punições mais severas especialmente quando se trata de cães e gatos. O processo tramita sob o número 0703339-68.2025.8.07.0004.