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Operação mira esquema bilionário e leva à prisão de influenciadores e nome do funk nacional

15/04/2026 11:19 Por Redação NTD

Polícia Federal cumpre dezenas de mandados contra organização que movimentou mais de R$ 1,6 bilhão com lavagem de dinheiro e transações ilegais

Uma operação de grandes proporções da Polícia Federal revelou mais um capítulo do crime organizado no Brasil, com cifras que ultrapassam a casa do bilhão — e nomes conhecidos do público entre os presos. Deflagrada nesta quarta-feira, 15, a ação mira uma organização criminosa acusada de lavar dinheiro e realizar transações ilegais que somam mais de R$ 1,6 bilhão. Entre os detidos está Ryan Santana dos Santos, de 25 anos, considerado um dos principais nomes do funk nacional, além de outros influenciadores digitais. A prisão de Ryan ocorreu durante uma festa na Riviera de São Lourenço, em Bertioga, no litoral paulista, evidenciando o alcance da operação e o perfil variado dos investigados. 

Ao todo, mais de 200 agentes participaram da ofensiva, que cumpriu mais de 50 mandados de busca e apreensão e 39 de prisão temporária em diversos estados, incluindo São Paulo, Rio de Janeiro e Pernambuco, além do Distrito Federal. A operação, batizada de “Narco Fluxo”, é resultado de meses de investigação e revelou uma rede complexa de movimentação ilícita de valores, com ramificações nacionais e internacionais. Outro nome que chamou atenção foi o do funkeiro MC Poze do Rodo, cujo nome de registro é Marlon Brandon Coelho Couto Silva, preso em casa, em um condomínio de luxo no Recreio dos Bandeirantes, na Zona Sudoeste do Rio de Janeiro.

Esquema sofisticado

Segundo as autoridades, o grupo utilizava uma combinação de estratégias para esconder o dinheiro ilícito, incluindo transações com criptoativos, transporte de grandes quantias em espécie e operações financeiras de alto valor para dificultar o rastreamento. Durante a operação, foram apreendidos veículos, dinheiro, documentos e equipamentos eletrônicos que devem ampliar ainda mais o alcance das investigações. A presença de influenciadores e artistas entre os investigados levanta suspeitas sobre o uso de redes sociais e da indústria do entretenimento como possíveis canais de movimentação e ocultação de recursos.

As defesas começam a se manifestar. No caso de MC Poze do Rodo, seus advogados afirmaram que “desconhecem os autos ou teor do mandado de prisão” e que, assim que tiverem acesso, irão se posicionar na Justiça para restabelecer sua liberdade e prestar esclarecimentos. Já a defesa de Ryan Santana dos Santos não foi localizada pela reportagem. Além das prisões, a Justiça determinou o bloqueio de bens e restrições patrimoniais para interromper o fluxo financeiro do grupo. O caso evidencia não apenas a dimensão do esquema, mas também como estruturas criminosas têm se infiltrado em diferentes camadas da sociedade, ampliando o desafio das autoridades no combate ao crime financeiro no país.