Produções nacionais integram competição do Alternativa Film Festival, que valoriza histórias do Sul Global com impacto social e cultural
O Cinema brasileiro atravessa fronteiras e chega com força à Colômbia: entre luzes, telas e narrativas potentes, cinco produções nacionais conquistaram espaço na seleção oficial do Alternativa Film Festival, que acontece de 21 a 30 de abril, em Medellín. Criado em 2023 pela plataforma global inDrive, o evento se consolida como vitrine para histórias do Sul Global, reunindo obras que exploram questões sociais, culturais e identitárias com sensibilidade e profundidade.
Nesta edição, o Brasil marca presença com um longa-metragem e quatro curtas na competição oficial, disputando espaço com produções da América Latina e da Ásia. Entre os destaques está The Nature of Invisible Things (A Natureza das Coisas Invisíveis), dirigido por Rafaela Camelo, uma coprodução entre Brasil e Chile. Nos curtas, o país aparece com The Fear Monster (Medo Monstro), de Andrew Gledson e Eduardo Padrão; Not Dead (Morto Não), de Alex Reis; Samba Infinito, de Leonardo Martinelli; e Between Salt and Sky, de Felipe Rosa, também fruto de colaboração latino-americana. O festival, que faz parte da missão da inDrive de impactar positivamente a vida de um bilhão de pessoas até 2030, amplia a cada ano seu alcance geográfico e cultural.
Seleção diversa e alcance global
Em 2026, foram avaliadas 1.831 inscrições, das quais 1.095 foram consideradas elegíveis, resultando em uma seleção final de 30 filmes — 15 longas e 15 curtas — além de seis obras exibidas fora de competição. A programação inclui sessões gratuitas, debates com realizadores e o Industry Days, voltado à troca de experiências entre profissionais do setor audiovisual e organizações de impacto social. A diversidade é um dos pilares da curadoria: os filmes selecionados representam 24 países da América Latina e da Ásia, com obras em 21 idiomas diferentes. Entre os longas concorrentes estão produções de países como Argentina, Colômbia, Índia, Japão, México e Tailândia, reforçando o caráter multicultural do evento.
Já a competição de curtas é exclusivamente latino-americana, consolidando o espaço regional como celeiro criativo e narrativo. A atriz e produtora colombiana Natalia Reyes preside o júri de longas-metragens, liderando um grupo de cinco especialistas. Reconhecida internacionalmente, ela destacou a importância do festival em dar visibilidade a vozes sub-representadas e promover o intercâmbio cultural. O evento será encerrado com a cerimônia de premiação no Museu de Arte Moderna e no Centro Colombo Americano de Medellín, com um fundo total de US$ 120 mil — valor ampliado em relação à edição anterior — e sete categorias de premiação, incluindo uma nova dedicada exclusivamente a longas latino-americanos.