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Bem-estar & Saúde

Violência sexual deixa marcas além do trauma e eleva risco de doenças do coração em mulheres

13/04/2026 04:35 Por Redação NTD

Estudo aponta aumento significativo de infarto e arritmias entre vítimas, reforçando impacto físico da violência

A violência sexual deixa cicatrizes que vão muito além do trauma psicológico — e podem atingir diretamente o coração. Um estudo recente revelou que mulheres que sofreram esse tipo de violência apresentam maior risco de desenvolver doenças cardiovasculares, como infarto e arritmias, ampliando a gravidade de um problema que já é considerado uma crise de saúde pública. 

A pesquisa, publicada na revista científica Cadernos de Saúde Pública, analisou dados da Pesquisa Nacional de Saúde e identificou que vítimas de violência sexual têm até 74% mais chances de desenvolver doenças cardiovasculares ao longo da vida. Entre os problemas mais associados estão o infarto do miocárdio e distúrbios de ritmo cardíaco, enquanto outras condições, como angina e insuficiência cardíaca, não apresentaram diferença relevante.  

Impactos que vão além do psicológico

Segundo os pesquisadores, o impacto da violência no organismo pode desencadear uma série de alterações fisiológicas, como aumento da pressão arterial, inflamações e elevação da frequência cardíaca — fatores diretamente ligados ao risco cardiovascular. Além disso, o trauma também pode influenciar comportamentos prejudiciais à saúde, como tabagismo, consumo de álcool, sedentarismo e má alimentação, o que agrava ainda mais o quadro. 

Os dados reforçam que a violência sexual deve ser tratada não apenas como questão de segurança pública, mas também como um grave problema de saúde. Especialistas defendem a integração entre atendimento psicológico e acompanhamento médico contínuo para vítimas, com foco também na prevenção de doenças físicas. O estudo ainda destaca que a subnotificação é alta, o que indica que o impacto real pode ser ainda maior do que o registrado oficialmente.