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Economia

69% dos brasileiros compram carne em supermercados, aponta a pesquisa

12/04/2026 14:57 Por Redação NTD

Levantamento do Instituto Qualibest mostra que 69% das compras acontecem no varejo e reforça demanda por transparência e sustentabilidade

O supermercado deixou de ser apenas um ponto de venda e passou a ocupar papel central na decisão de compra da carne bovina no Brasil. É no balcão e na gôndola que o consumidor busca não só preço e qualidade, mas também informações claras sobre origem, rastreabilidade e bem-estar animal — fatores que vêm ganhando peso na escolha final. Levantamento nacional encomendado pelo movimento A Carne do Futuro é Animal e realizado pelo Instituto Qualibest, com 1.021 entrevistados entre dezembro de 2025 e janeiro de 2026, revela que 69% das compras de carne bovina são feitas em hiper e supermercados. O estudo também mostra que a proteína segue presente na rotina alimentar: 63% consomem carne duas ou mais vezes por semana, enquanto 73% apontam o almoço em casa como principal ocasião e 62% citam o churrasco como momento frequente.

Entre os principais critérios de compra, 66% dos consumidores destacam o preço, 45% o frescor e 40% a data de validade. Ainda assim, cresce a exigência por responsabilidade na produção: 78% consideram importante que a carne seja sustentável. A confiança no produto nacional permanece alta, com 80% avaliando a carne brasileira como boa ou ótima. No aspecto nutricional, 91% reconhecem benefícios no consumo, com destaque para a proteína (82%) e nutrientes como ferro e vitaminas (57%).

Qualidade e preço

O estudo também aponta disposição do consumidor em pagar mais por garantias concretas. Para informações de origem, 44% pagariam um pouco a mais e 19% pagariam mais. Já certificações de sustentabilidade e bem-estar animal também agregam valor, com mais de 70% dos entrevistados dispostos a pagar adicional por esses atributos. Esses dados indicam que evidências claras e verificáveis no ponto de venda têm impacto direto no comportamento de compra. Escolhida por 37% dos entrevistados, a raça Angus lidera a preferência entre os consumidores. Ao mesmo tempo, há curiosidade por novas proteínas: enquanto 26% não demonstram interesse em carne vegetal, outros 26% têm interesse, e 24% consomem ocasionalmente.

No caso da carne cultivada, 37% conhecem o conceito, embora a maioria ainda não tenha familiaridade com o tema. Para Nicholas Vital, o protagonismo do varejo impõe um desafio: “O supermercado virou vitrine de credibilidade. É preciso unir operação eficiente e comunicação clara sobre sustentabilidade e bem-estar animal”. O movimento também conta com iniciativas como o Canivete Pool, que busca melhorar produtividade e sustentabilidade na pecuária, além do apoio de empresas como a Nutripura, que há mais de duas décadas investe em pesquisa e inovação no setor. Juntas, essas ações refletem um cenário em que o consumidor segue fiel à carne, mas cada vez mais atento à forma como ela chega até sua mesa.