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Câmera corporal contradiz versão inicial e levanta dúvidas sobre morte de mulher por PM em SP

09/04/2026 09:45 Por Redação NTD

Imagens mostram que vítima não iniciou confronto nem encostou em viatura antes de ser baleada na Zona Leste

A verdade registrada em vídeo desmonta, quadro a quadro, uma narrativa que parecia consolidada. Imagens captadas pela câmera corporal de um policial militar revelam que Thawanna da Silva Salmázio, de 31 anos, não encostou no retrovisor da viatura nem iniciou qualquer tipo de confronto físico antes de ser baleada durante uma abordagem na Zona Leste de São Paulo. 

O conteúdo do vídeo mostra que a policial envolvida desce do veículo e caminha em direção à vítima antes do disparo, contrariando versões iniciais que indicavam que a ação teria começado após um suposto contato físico ou discussão provocada por Thawanna. As imagens passaram a ser peça central nas investigações sobre o caso, que ocorreu em Cidade Tiradentes, e levantam questionamentos sobre a conduta dos agentes envolvidos. 

Imagens em análise

A gravação, feita pelo equipamento acoplado ao uniforme de um dos policiais presentes, também evidencia que não houve tentativa de agressão por parte da mulher no momento que antecedeu o tiro. Diante das novas evidências, o Ministério Público de São Paulo abriu procedimento para apurar as circunstâncias da morte, enquanto a Polícia Militar afirma colaborar com as investigações e analisar o comportamento dos agentes. 

O caso reacende o debate sobre o uso de câmeras corporais por policiais e sua importância na produção de provas em ocorrências com desfecho letal. Especialistas apontam que, embora os equipamentos ampliem a transparência, episódios como este mostram que ainda há desafios na prevenção de abusos e na responsabilização de condutas inadequadas dentro das forças de segurança.