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Executivo da BYD dispara contra rivais e diz que montadoras “não conseguem competir” no Brasil

06/04/2026 18:50 Por Redação NTD

Após recordes de vendas, discurso agressivo expõe disputa acirrada no mercado de carros elétricos e híbridos

Em meio à rápida transformação do setor automotivo e à ascensão dos veículos eletrificados no Brasil, a montadora chinesa BYD elevou o tom e passou a adotar um discurso cada vez mais confiante, e também mais provocativo. Embalada por resultados históricos no país, a empresa não apenas comemora o crescimento acelerado, como também mira diretamente suas concorrentes tradicionais, sinalizando uma mudança no equilíbrio de forças dentro do mercado.

O protagonista dessa ofensiva é Alexandre Baldy, vice-presidente sênior da companhia no Brasil. Após um mês recorde de vendas, ele afirmou que gigantes do setor como General Motors, Stellantis, e Volkswagen “não têm condições de competir” com a BYD no cenário atual. Segundo o executivo, além das marcas tradicionais, outras empresas asiáticas que tentam entrar no mercado brasileiro seriam “aventureiras”, reforçando a confiança da companhia em sua estratégia e posicionamento.  

Disputa em alta velocidade

Os números ajudam a explicar o tom adotado pela empresa. A BYD registrou seu melhor mês desde que chegou ao Brasil, em 2021, com destaque para a forte demanda por veículos elétricos e híbridos. Em um único dia, as vendas chegaram a movimentar cerca de R$ 500 milhões, refletindo um momento de expansão impulsionado também pelo cenário internacional e pelo aumento da percepção sobre os custos dos combustíveis. Outro marco simbólico foi o desempenho do modelo Dolphin Mini, que alcançou a liderança entre os carros de passeio mais vendidos do país, superando inclusive veículos tradicionais movidos a combustão.

O resultado evidencia uma mudança no comportamento do consumidor brasileiro e consolida a eletrificação como uma tendência cada vez mais dominante no setor automotivo. Apesar do otimismo, o discurso agressivo também revela um ambiente de competição crescente e ainda em consolidação. Enquanto a BYD avança com investimentos pesados e amplia sua presença, montadoras tradicionais aceleram seus próprios projetos de eletrificação para não perder espaço. Nesse cenário, a disputa deve se intensificar nos próximos anos, colocando à prova se a vantagem atual da empresa chinesa será sustentável ou apenas o início de uma corrida mais equilibrada no mercado brasileiro.