Inflação segue pressionada por custos antigos e efeitos acumulados no setor, especialmente às vésperas da Páscoa
Mesmo com a queda recente no preço do cacau no mercado internacional, o consumidor brasileiro ainda encontra o chocolate mais caro nas prateleiras — um contraste que tem chamado atenção e pesado no bolso, especialmente em períodos de maior consumo no ano, como a Páscoa.
Dados recentes mostram que a inflação do chocolate segue elevada no país, refletindo custos acumulados ao longo dos últimos meses. Isso acontece porque a indústria trabalha com contratos firmados anteriormente, quando o cacau atingiu valores recordes no mercado global, o que ainda impacta diretamente os preços finais dos produtos.
Efeito em cadeia
O aumento expressivo nos preços do cacau entre 2023 e 2024, impulsionado por problemas climáticos e quebra de safra em grandes produtores, gerou um efeito em cadeia que continua sendo repassado ao consumidor. Mesmo com a recente queda da commodity, a recomposição dos estoques e os custos industriais mantêm os preços elevados.
Além disso, a produção de chocolates ocorre com meses de antecedência, o que faz com que o alívio nos custos demore a chegar ao consumidor final. Especialistas apontam que, enquanto o mercado busca um novo ponto de equilíbrio, a tendência é de que os preços permaneçam pressionados no curto prazo. Para quem busca economizar, a recomendação é aguardar a segunda-feira após o domingo de Páscoa, quando os varejistas costumam aplicar descontos para liquidar os estoques, oferecendo melhores oportunidades de compra.