Enquanto intervenções estéticas em animais são proibidas por lei, cresce entre tutores a busca por homenagens afetivas por meio da arte corporal
Procedimentos como tatuagens e colocação de piercings em animais de estimação, que já movimentaram o mercado pet no passado, agora são considerados crime quando realizados com fins estéticos. A proibição está prevista na Lei nº 15.150 de 16 de junho de 2025, que inclui essas práticas na lista de condutas lesivas, reforçando o entendimento de que submeter animais à dor ou mutilação sem necessidade configura maus-tratos. A medida segue princípios da Constituição Federal, que veda qualquer tipo de crueldade contra animais, sejam eles domésticos, silvestres ou exóticos.
De acordo com a legislação, intervenções como piercings ou tatuagens meramente decorativas em cães e gatos passam a ser proibidas. Por outro lado, procedimentos com finalidade funcional continuam permitidos, como marcações para identificação, controle sanitário ou rastreabilidade — especialmente em contextos como castração ou manejo no agronegócio. A distinção reforça a necessidade de priorizar o bem-estar animal em qualquer tipo de intervenção.
Homenagem que permanece na pele
Enquanto práticas invasivas em pets são restringidas, cresce o movimento inverso entre tutores: a tatuagem de imagens realistas de seus animais de estimação. O segmento tem se expandido como forma de homenagem e expressão afetiva, eternizando na pele símbolos de lealdade, companheirismo e amor incondicional. Em São Paulo, um nome vem se destacando nesse cenário: o tatuador Felipe Santos, que tem feito sucesso ao eternizar imagens felizes de pets nos corpos dos “bichos-humanos”. Seus trabalhos, marcados pelo realismo, podem ser conferidos em seu perfil no Instagram @felipesantostattoo .
Mais do que uma tendência estética, essas tatuagens carregam significado emocional. Em um contexto de maior conscientização sobre o respeito aos animais, a mudança de comportamento também reflete uma evolução cultural: o cuidado com os pets vai além da convivência, tornando-se também uma forma de reconhecimento, e valorização da vida desses companheiros, mesmo após sua partida.