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Gastronomia e Turismo

Galeão é leiloado por R$ 2,9 bilhões e terá nova gestão estrangeira até 2039

02/04/2026 11:37 Por Redação NTD

Aeroporto do Rio será administrado pela espanhola Aena, que promete ampliação de rotas e retomada de protagonismo

Entre lances rápidos e cifras bilionárias, o destino do Aeroporto Internacional do Galeão foi redefinido em poucos minutos; mas com impacto que deve se estender por décadas. Arrematado por R$ 2,9 bilhões em leilão realizado na B3, a bolsa de valores de São Paulo, o terminal entra em uma nova fase sob controle internacional, reacendendo expectativas sobre sua recuperação no cenário da aviação brasileira, e seu papel estratégico para o turismo e a economia do Rio de Janeiro.

A vencedora do leilão foi a Aena, considerada a maior operadora aeroportuária do mundo em número de passageiros. A empresa apresentou uma proposta com ágio elevado em relação ao valor mínimo estipulado, garantindo a concessão do aeroporto até 2039. Com isso, a companhia assume integralmente a gestão do Galeão, substituindo o modelo anterior que contava com participação da Infraero, e passa a concentrar decisões operacionais, comerciais, e de investimento no terminal. 

Nova fase

O leilão integra a estratégia do governo federal de ampliar a participação da iniciativa privada na gestão de aeroportos e melhorar a eficiência do setor. No caso do Galeão, a expectativa é reverter anos de perda de relevância, especialmente diante da concorrência com o Aeroporto Santos Dumont e com grandes hubs nacionais. A nova concessionária deverá apostar na ampliação de rotas, na atração de companhias aéreas e na melhoria da experiência dos passageiros para reposicionar o terminal como um dos principais portões de entrada do país. 

Além disso, o novo contrato surge em meio a discussões sobre a reorganização do sistema aeroportuário do Rio de Janeiro, com medidas para redistribuir voos e aumentar a utilização do Galeão. Embora não haja exigência imediata de grandes obras estruturais, especialistas apontam que o principal desafio da Aena será elevar o fluxo de passageiros e tornar o aeroporto mais competitivo, tanto no mercado doméstico quanto internacional. A retomada do protagonismo do Galeão dependerá, sobretudo, de gestão eficiente, articulação com o setor aéreo e da capacidade de recuperar a confiança das companhias e dos viajantes.