Com aporte de R$ 5 bilhões, grupo amplia fábrica em Goiás para produzir modelos das chinesas Changan e Chery e aposta em carros híbridos e elétricos
Em um movimento que reforça a nova corrida industrial do setor automotivo no Brasil, o Grupo Caoa decidiu pisar fundo: anunciou um investimento de R$ 5 bilhões para expandir sua fábrica em Anápolis (GO) e iniciar uma nova fase de produção com as marcas chinesas Changan Automobile e Chery. A iniciativa marca não apenas a ampliação da capacidade produtiva, mas também um reposicionamento estratégico da empresa, que busca ganhar competitividade em um mercado cada vez mais disputado e tecnológico.
O aporte faz parte de um plano mais amplo de investimentos que pode chegar a R$ 8 bilhões até 2028, somando aportes anteriores. A modernização da planta inclui ampliação da área construída, novos equipamentos industriais e aumento do nível de automação, com o objetivo de elevar a capacidade de produção para cerca de 200 mil veículos por ano. Além disso, a fábrica passa a operar como um complexo multimarcas, reunindo diferentes linhas de montagem para atender tanto à Chery quanto à nova operação da Changan no país.
Expansão e novos modelos
De acordo com o planejamento industrial, a unidade deve produzir pelo menos três modelos da Changan, incluindo SUVs como o UNI-T, CS55 e CS75, além de continuar a fabricação de veículos da Chery já consolidados no mercado brasileiro. A estratégia inclui ainda o desenvolvimento de novos modelos com tecnologias híbridas e elétricas, alinhando a produção nacional às tendências globais de eletrificação e eficiência energética.
A expansão da fábrica também simboliza uma mudança no posicionamento das montadoras chinesas no Brasil, que deixam de depender exclusivamente de importações para investir na produção local. Com isso, a Caoa busca reduzir custos, aumentar a competitividade e fortalecer sua presença no mercado interno. O projeto ainda conta com apoio institucional e foi apresentado com a presença do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, evidenciando o peso estratégico do investimento para a indústria nacional e para a geração de empregos nos próximos anos.