Notícia Todo Dia NTD
Bem-estar & Saúde

Prazer sem prazo de validade: brasileiros 45+ lideram exploração de fantasias sexuais

29/03/2026 00:41 Por Redação NTD

Pesquisa aponta que experimentação cresce com a idade e desafia ideia de auge na juventude 

Se existe um relógio para o prazer, ele definitivamente não segue o calendário biológico. Um levantamento da plataforma Sexlog revela que, ao contrário do senso comum, a sexualidade não perde força com o passar dos anos; ela se reinventa. Entre brasileiros com mais de 45 anos, os índices de experimentação de fantasias e fetiches atingem os patamares mais altos, mostrando que maturidade pode ser sinônimo de liberdade e autoconhecimento na vida íntima. 

Os dados indicam uma evolução consistente ao longo das faixas etárias. Enquanto 46,4% dos jovens entre 18 e 24 anos afirmam já ter experimentado algum fetiche ou fantasia, esse número sobe para 73,8% entre pessoas de 45 a 54 anos e alcança 74,5% entre 55 e 64 anos. Mesmo após os 65, o índice permanece elevado, com 71,6% relatando já ter explorado novas possibilidades na vida sexual. Em contrapartida, os mais jovens aparecem como os mais curiosos, mas, naturalmente, os menos experientes, muitas vezes por falta de oportunidade ou segurança.

Maturidade e liberdade

Segundo Mayumi Sato, CMO do Sexlog, esse movimento reflete um processo natural de amadurecimento. Com o tempo, as pessoas passam a se conhecer melhor, compreender seus desejos, e se sentir mais seguras para falar sobre fantasias e colocá-las em prática. A maturidade, nesse contexto, reduz julgamentos e amplia a liberdade para viver a sexualidade de forma mais consciente e satisfatória. 

Outro dado relevante é que a maior frequência sexual se concentra entre 25 e 44 anos, quando mais da metade dos entrevistados afirma ter relações várias vezes por semana. Ainda assim, a satisfação tende a aumentar com a idade, atingindo os níveis mais altos entre pessoas acima dos 50 anos, um indicativo de que qualidade supera quantidade. Redes sociais voltadas à sexualidade, como o Sexlog, ajudam a criar ambientes mais seguros para troca de experiências, aprendizado, e descoberta, consolidando uma mudança de comportamento: o desejo não desaparece com o tempo, ele evolui.