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Tebet reage e acusa machismo após ataque de Nunes: “Se eu fosse homem, não teria coragem”

28/03/2026 14:49 Por Redação NTD

Ministra critica prefeito de São Paulo por chamá-la de “marionete de Lula” e eleva tensão na disputa eleitoral de 2026 

O clima político esquentou; e não foi pouco. A ministra do Planejamento, Simone Tebet, partiu para o contra-ataque após ser chamada de “marionete” do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva pelo prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes. Em resposta, Tebet classificou a declaração como “deselegante” e “agressiva” e levantou uma questão mais profunda: segundo ela, o comentário só foi feito por se tratar de uma mulher.  

A fala de Nunes ocorreu no contexto da movimentação política de Tebet, que decidiu disputar o Senado por São Paulo após deixar o MDB e se filiar ao PSB. O prefeito criticou a decisão e sugeriu alinhamento automático com o governo federal, o que gerou reação imediata da ministra, que rejeitou a acusação e defendeu sua independência política. 

Clima de confronto

Ao rebater o ataque, Tebet foi além da crítica política e trouxe o debate para a questão de gênero. A ministra afirmou que a declaração de Nunes atinge não apenas sua trajetória, mas também “todas as mulheres brasileiras”, ao insinuar falta de autonomia em sua atuação. Para ela, há um componente de machismo na fala, reforçando barreiras ainda presentes na política nacional. 

O embate evidencia o acirramento da disputa eleitoral em São Paulo, que deve ser uma das mais intensas de 2026. Com nomes de peso e troca de acusações públicas, o cenário já indica uma campanha marcada por confrontos diretos, discursos duros e debates que vão além de propostas — envolvendo também questões de representatividade e poder.