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COI proíbe atletas trans em competições femininas e decisão gera debate global

27/03/2026 11:14 Por Redação NTD

Nova regra passa a valer a partir de 2028 e muda critérios de elegibilidade no esporte olímpico

Uma decisão histórica do Comitê Olímpico Internacional reacendeu um dos debates mais sensíveis do esporte mundial: a entidade anunciou a proibição da participação de atletas trans em competições femininas nos Jogos Olímpicos. A medida representa uma mudança radical nas diretrizes anteriores, e coloca novamente no centro da discussão temas como inclusão, equidade, e critérios biológicos no esporte de alto rendimento.

A nova política estabelece que apenas atletas consideradas “biologicamente femininas” poderão competir na categoria feminina, com base em testes genéticos obrigatórios. O principal critério será a ausência do gene SRY, ligado ao cromossomo Y, identificado por meio de exames como saliva ou sangue. Segundo o COI, a regra começa a valer a partir dos Jogos Olímpicos de Los Angeles, em 2028, e não terá efeito retroativo. 

Mudança de regra e justificativa do COI

A entidade afirma que a decisão foi tomada com base em critérios científicos e médicos, com o objetivo de “proteger a equidade, a segurança e a integridade” das competições femininas. A presidente do COI, Kirsty Coventry, destacou que diferenças físicas podem impactar diretamente o desempenho esportivo, especialmente em competições de alto nível, onde pequenos detalhes fazem diferença entre vitória e derrota. 

Além de atletas trans, a nova política também impõe restrições a esportistas com diferenças no desenvolvimento sexual (DSD), ampliando o alcance da medida. Aqueles que não se enquadrarem nos critérios poderão competir em categorias masculinas, mistas ou abertas, conforme o regulamento de cada modalidade. A decisão já provoca reações em todo o mundo, dividindo opiniões entre quem defende a medida como necessária para garantir justiça esportiva e quem a critica por considerá-la excludente. O tema, que já vinha sendo debatido por federações internacionais e governos, ganha, agora, uma nova dimensão com a posição oficial do COI, indicando que a discussão sobre inclusão e igualdade no esporte está longe de um consenso.