Seleção apanha no amistoso, mostra fragilidades e aumenta pressão sobre Ancelotti
O que era para ser teste virou um sério aviso: a Seleção Brasileira levou um choque de realidade ao perder por 2 a 1 para a Seleção Francesa, e saiu de campo com o sinal de alerta ligado. Em um duelo de alto nível, o Brasil foi dominado em boa parte do jogo, teve dificuldade de se impor e viu a França jogar com mais organização, intensidade, e maturidade; exatamente como os adversários da Copa devem se comportar.
Os franceses foram letais quando tiveram espaço: Kylian Mbappé abriu o placar aos 32 minutos do primeiro tempo, aproveitando falha na saída de bola brasileira, e Hugo Ekitiké ampliou aos 20 da segunda etapa, em um contra-ataque rápido. O Brasil ainda descontou com Bremer, faltando pouco mais de 10 minutos para o fim do jogo, mas parou por aí. Faltou capricho no último passe, sobrou erro técnico e a equipe não conseguiu transformar posse de bola em perigo real.
França favorita, Brasil sem identidade
Dentro de campo, a diferença ficou clara: a França jogou como time pronto, enquanto o Brasil ainda parece um quebra-cabeça sendo montado por Carlo Ancelotti. A Seleção sofreu na marcação, deu espaços e, mesmo com um jogador a mais após a expulsão de Dayot Upamecano, não conseguiu pressionar como deveria. Faltou intensidade, sobrou desorganização. No segundo tempo, até teve tentativa de reação, mas mais na base do talento individual do que de construção coletiva.
Ficou claro que o Brasil esbarrou na própria falta de entrosamento, e na consistência francesa, que soube segurar o resultado sem grandes sustos. No fim, ficou a sensação de que o placar poderia até ter sido maior. A derrota vai além do resultado: é um recado claro de que ainda há muito trabalho pela frente. Com a Copa se aproximando, a seleção brasileira precisa evoluir rápido, ajustar o sistema defensivo e encontrar um padrão de jogo confiável. Porque, se repetir essa atuação contra seleções de elite, o risco é chegar no Mundial mais como promessa do que como favorito.