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Apenas três países votam contra resolução da ONU sobre escravidão e geram reação internacional

26/03/2026 14:39 Por Redação NTD

Decisão histórica classifica tráfico de africanos escravizados como o crime mais grave contra a humanidade

Uma votação histórica na Organização das Nações Unidas expôs divisões diplomáticas e reacendeu debates sobre memória, reparação e responsabilidade histórica: apenas três países — Estados Unidos, Israel e Argentina — votaram contra a resolução que reconhece o tráfico transatlântico de africanos escravizados como o crime mais grave contra a humanidade. O resultado, com ampla maioria favorável, teve forte repercussão internacional e colocou os votos contrários sob intenso escrutínio.

A resolução foi aprovada pela Assembleia Geral com 123 votos a favor e 52 abstenções, incluindo diversas nações europeias. O texto não apenas reconhece a gravidade histórica do tráfico de escravizados, como também incentiva medidas de reparação, pedidos formais de desculpas e ações concretas para enfrentar as consequências duradouras da escravidão, como o racismo estrutural e a desigualdade social. 

Divisão global e peso histórico

Os três votos contrários chamaram atenção justamente por contrastarem com o apoio expressivo de países da África, América Latina e Ásia. Enquanto isso, muitas potências europeias optaram pela abstenção, evitando um posicionamento direto em um tema que envolve seu próprio passado colonial e participação histórica no tráfico negreiro. 

Além do simbolismo político, a resolução reforça a necessidade de enfrentar os impactos que ainda hoje afetam populações negras ao redor do mundo. O documento também propõe a restituição de bens culturais e incentiva a educação sobre o tema, destacando que milhões de africanos foram sequestrados e submetidos à escravidão ao longo de cerca de 400 anos — um legado que continua a influenciar desigualdades contemporâneas e o debate global sobre justiça histórica.