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Ataque a capivara expõe escalada de violência contra animais no Rio

24/03/2026 04:08 Por Elaine Ribeiro

Caso na Ilha do Governador reacende debate sobre punições mais duras e importância da denúncia

Sob a escuridão da madrugada, a brutalidade ganhou forma em um dos cenários mais cotidianos do Rio: uma capivara, símbolo de tranquilidade urbana, tornou-se vítima de um ataque violento na Ilha do Governador. O episódio, ocorrido em 21 de março de 2026, escancara uma face cada vez mais frequente e perturbadora; a dos “animais-humanos” que transformam a convivência com a fauna em um cenário de crueldade.

De acordo com relatos, seis homens e dois adolescentes agrediram o animal com pedaços de madeira e barras de ferro, provocando ferimentos graves, incluindo traumatismo craniano. Testemunhas registraram as agressões, e as imagens foram fundamentais para a identificação dos envolvidos. A capivara foi socorrida e encaminhada para atendimento veterinário, permanecendo internada em estado grave. O caso gerou revolta, especialmente por se tratar de um animal silvestre conhecido por seu comportamento pacífico e presença comum em áreas urbanas da cidade.

Punição e denúncia

A legislação brasileira prevê sanções rigorosas para crimes de maus-tratos a animais, incluindo prisão e multa, com agravantes em casos de extrema crueldade. Em meio ao aumento das denúncias em 2026, o Governo Federal sancionou o Decreto nº 12.877, de 12 de março de 2026, que estabelece novos critérios para multas e punições. Os valores agora variam de R$ 1.500 a R$ 50 mil por animal, podendo aumentar conforme a gravidade, como em situações que envolvam morte, sequelas permanentes ou uso de métodos cruéis.

Especialistas e autoridades reforçam a importância da denúncia e do registro de imagens, que têm sido decisivos para responsabilizar agressores. Em um cenário de crescente violência contra a fauna, a mobilização da sociedade se torna peça-chave para conter abusos e garantir a aplicação da lei. Em tempos difíceis, o avanço das medidas de proteção animal surge como resposta necessária — ainda que tardia — à barbárie.

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