Setor cresce 71% em cinco anos, impulsiona economia criativa e abre milhares de empresas no estado
O Rio de Janeiro vive um verdadeiro “boom” do audiovisual; e não apenas nas telas. Nos bastidores, o setor se transformou em um dos principais motores da economia criativa fluminense, com crescimento de 71% nos últimos cinco anos e uma explosão de novos empreendimentos. O avanço consolida a atividade como um dos pilares econômicos do estado, conectando cultura, inovação e geração de renda em ritmo acelerado.
Os números ajudam a dimensionar esse salto. Segundo levantamento do SEBRAE Rio, apenas em 2025, foram abertos cerca de 6,8 mil pequenos negócios ligados ao audiovisual, representando 99% das novas empresas do setor no período. Hoje, o estado reúne aproximadamente 38,3 mil empresas nessa cadeia produtiva, que inclui desde produção de filmes até fotografia e pós-produção. O perfil é majoritariamente empreendedor: 97% das empresas são de pequeno porte, com forte presença de microempreendedores individuais (MEIs).
Concentração na capital
A expansão, no entanto, tem endereço certo. A cidade do Rio de Janeiro concentra cerca de 66,6% dos pequenos negócios do audiovisual no estado, seguida por municípios como Niterói, São Gonçalo e Duque de Caxias, com participações bem menores. O dado revela um setor ainda centralizado, mas com potencial de expansão para outras regiões fluminenses.
Três atividades concentram a maior parte desse mercado: serviços de pós-produção audiovisual, produção de fotografias, e produção cinematográfica e de vídeos, que juntos respondem por cerca de 78% das empresas. Especialistas destacam que o impacto do setor vai além da cultura, influenciando áreas como publicidade, branding, e turismo. Nesse cenário, o audiovisual deixa de ser apenas expressão artística e se firma como uma engrenagem econômica relevante, capaz de gerar empregos, movimentar negócios, e reposicionar o Rio como um dos principais polos criativos do país.