Estudo indica que relações íntimas entre amigos são comuns e nem sempre prejudicam a amizade
A velha máxima de que amizade e sexo não se misturam pode estar perdendo força. Uma pesquisa recente mostra que a chamada “amizade colorida” é mais comum do que se imagina — e, em muitos casos, não só preserva o vínculo como também pode fortalecê-lo. Segundo o levantamento, 69% das mulheres e 47% dos homens afirmaram já ter se envolvido sexualmente com um amigo próximo.
Especialistas em comportamento apontam que a base de amizade pode ser justamente o diferencial dessas relações. Elementos como confiança, intimidade emocional, e conhecimento mútuo criam um ambiente mais confortável do que encontros casuais. O estudo também reflete mudanças na forma como as pessoas constroem vínculos, com menos rigidez em modelos tradicionais de namoro, e maior abertura para conexões que evoluem naturalmente a partir da convivência.
Novas formas de se relacionar
No estilo de vida Sugar, essa proximidade entre amizade e intimidade também aparece com frequência. Um levantamento do MeuPatrocínio, maior plataforma de relacionamento Sugar Baby e Sugar Daddy da América Latina, aponta que 30% dos relacionamentos iniciados no site se transformam em amizade após o término, indicando que o vínculo pode ultrapassar a esfera romântica ou sexual.
Para Caio Bittencourt, especialista em comportamento afetivo da plataforma, o sucesso desse tipo de dinâmica depende de fatores como transparência e alinhamento de expectativas. “Crescemos em um mundo em que as pessoas romantizam muito o relacionamento, mas esquecem do que realmente importa: alguém que te apoie e incentive a evoluir. Quando há respeito, a relação pode se transformar e continuar existindo de outras formas, inclusive como amizade”, decreta.