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Operação no MT revela treinamento do Comando Vermelho e reacende críticas à condescendência do governo Lula com o crime organizado

18/03/2026 23:55 Por Redação NTD

Operação em Mato Grosso reacende críticas à postura do governo federal diante do avanço da facção no país

A descoberta de um centro de treinamento do Comando Vermelho em plena região de mata no Centro-Oeste acendeu um alerta que vai além da segurança pública: escancarou, para críticos, a distância entre o discurso e a realidade no enfrentamento às facções criminosas no país. Enquanto o governo do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva resiste a enquadrar esses grupos em categorias mais duras, como a de organizações terroristas, operações como a realizada em Mato Grosso indicam um nível crescente de organização e sofisticação dessas redes.

A ação da Polícia Civil, realizada em Santo Antônio de Leverger, a poucos quilômetros de Cuiabá, revelou que o espaço funcionaria como um verdadeiro “centro de formação” de criminosos. Inicialmente focada no tráfico de drogas, a investigação evoluiu para a identificação de treinamentos em ambiente de selva, com técnicas de sobrevivência, e enfrentamento armado; características que, segundo especialistas da inteligência da Polícia mato-grossense, aproximam essas facções de estruturas paramilitares.

Escalada preocupante

O que mais chama atenção é o arsenal envolvido. Pistolas .40 e 9mm, fuzis .556 e .762, além de metralhadoras e armamento com tripé calibre .30 foram associados às atividades do grupo. O uso desse tipo de equipamento, restrito às forças de segurança, reforça a percepção de que o crime organizado tem ampliado seu poder de fogo enquanto o Estado enfrenta dificuldades para conter sua expansão territorial.

No campo político, a operação ampliou o tom das críticas ao governo federal. O deputado José Medeiros classificou o caso como “retrato do fracasso do Estado”, enquanto Nelson Barbudo afirmou que a ação comprova que facções já atuam como grupos de guerrilha. Para opositores, episódios como esse colocam em xeque a estratégia do governo Lula no combate ao crime organizado e reforçam a cobrança por medidas mais duras diante de uma ameaça que, cada vez mais, ultrapassa os limites do crime convencional.