Alta acumulada do combustível pressiona categoria, que cobra medidas mais eficazes do Presidente Lula
O fantasma de uma nova paralisação nacional dos caminhoneiros volta a rondar o país, impulsionado por um fator conhecido: o preço do diesel. Com aumentos recentes considerados expressivos, lideranças da categoria já tratam a greve como uma possibilidade concreta no curto prazo, reacendendo o alerta para impactos na economia e no abastecimento.
De acordo com representantes do setor, a mobilização já foi discutida em assembleias e pode ganhar adesão em diferentes estados, reunindo tanto caminhoneiros autônomos quanto motoristas vinculados a transportadoras. A principal queixa é o custo elevado da operação, que estaria tornando inviável a atividade. Em alguns casos, lideranças afirmam que a categoria está “pagando para trabalhar”, diante da disparada do combustível.
Pressão sobre o governo
O diesel acumula alta próxima de 19% desde o fim de fevereiro, movimento influenciado pelo cenário internacional e por reajustes nas refinarias, mesmo após medidas governamentais para tentar conter os preços. Na prática, iniciativas do governo Lula como desoneração de tributos e subsídios tiveram efeito limitado, gerando frustração entre os caminhoneiros.
Diante da ameaça de paralisação, o governo federal corre para evitar uma crise semelhante à de 2018, com anúncios de medidas emergenciais, reforço na fiscalização do preço dos combustíveis, e discussões sobre o piso do frete. Ainda assim, a categoria mantém a pressão, e não descarta cruzar os braços nos próximos dias, o que poderia afetar cadeias logísticas em todo o país e reacender temores de desabastecimento.