Oficial é acusado de matar a esposa e de tentar interferir nas investigações; hipótese de suicídio foi descartada
O que começou como uma morte cercada de dúvidas transformou-se em um caso grave de feminicídio dentro da própria corporação policial. A Justiça de São Paulo decretou a prisão preventiva do tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, suspeito de matar a esposa, a policial militar Gisele Alves Santana, encontrada morta com um tiro na cabeça em um apartamento na capital paulista.
A decisão foi tomada após a conclusão do inquérito conduzido pela Polícia Civil, que apontou indícios consistentes de feminicídio e também de fraude processual. Inicialmente tratado como possível suicídio, o caso passou a ser reavaliado diante de contradições nos depoimentos do oficial e inconsistências na cena do crime, levando investigadores a descartarem a versão apresentada pelo suspeito.
Investigação aponta contradições
De acordo com as apurações, perícias e análises médico-legais indicaram que a dinâmica da morte não é compatível com suicídio, além de apontarem possíveis alterações no local do crime. Também foram identificadas divergências relevantes nas declarações do tenente-coronel, especialmente sobre o relacionamento do casal e os acontecimentos no dia da morte.
A Justiça entendeu que a prisão preventiva é necessária não apenas pela gravidade do crime, mas também pelo risco de interferência nas investigações, já que o oficial poderia influenciar testemunhas. Geraldo Leite Rosa Neto foi detido em São José dos Campos e encaminhado ao Presídio Militar Romão Gomes, onde permanece à disposição da Justiça enquanto o caso segue sob segredo judicial.