Governador de São Paulo afirma que pode abrir processo de caducidade contra concessionária responsável pelo corredor de ônibus
A paciência do governo paulista parece ter chegado ao limite. Diante dos sucessivos atrasos nas obras do BRT do ABC Paulista, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas afirmou que pode abrir um processo de caducidade do contrato com a concessionária responsável pelo projeto. A medida, na prática, significaria o rompimento do acordo caso seja confirmado o descumprimento das obrigações previstas.
O corredor de ônibus de média capacidade foi anunciado para ligar cidades do ABC Paulista à capital, mas enfrenta atrasos desde o início. A entrega, inicialmente prevista para 2023, foi adiada diversas vezes e atualmente está estimada para outubro de 2026, o que aumentou a pressão do governo sobre a empresa responsável pela construção e futura operação do sistema. 
Atrasos e cobrança do governo
Segundo o governador, o contrato prevê investimentos que deveriam ter sido realizados dentro do cronograma, o que não estaria sendo cumprido. Por isso, o governo avalia avançar para a caducidade da concessão caso os prazos continuem sendo descumpridos. “Temos um acordo que não está sendo honrado”, afirmou Tarcísio ao comentar o andamento da obra. 
A concessionária Next Mobilidade, responsável pelo BRT, afirma que tem ampliado o ritmo das obras e que cerca de 900 trabalhadores atuam atualmente no projeto, em dois turnos e também aos fins de semana. A empresa atribui parte dos atrasos a entraves externos, como demora na liberação de licenças ambientais e intervenções necessárias de concessionárias de serviços públicos, como energia e gás.