Ataques atribuídos ao Irã a navios comerciais elevam temores sobre o fornecimento global e provocam nova disparada nos preços
A tensão militar no Golfo Pérsico voltou a sacudir os mercados internacionais de energia. A partir desta quinta-feira, 12, o preço do petróleo ultrapassou novamente a marca de US$ 100 por barril, impulsionado pelos ataques atribuídos ao Irã contra embarcações comerciais que transitavam pela região. A escalada do conflito elevou o temor de interrupções no transporte global de petróleo e provocou reação imediata de investidores e empresas do setor energético.
Segundo relatos internacionais, vários navios foram atingidos ou danificados por drones e explosivos em áreas próximas ao Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais estratégicas para o comércio mundial de energia. O aumento da insegurança no corredor marítimo fez crescer a preocupação com a possibilidade de redução do fluxo de petróleo, o que contribuiu para a rápida valorização do barril no mercado internacional.
Risco ao abastecimento global
Especialistas apontam que a instabilidade na região tem potencial para provocar impactos amplos na economia mundial. Aproximadamente 20% do petróleo transportado globalmente passa pelo Estreito de Ormuz, ponto de ligação entre produtores do Oriente Médio e consumidores da Ásia, Europa e América. Qualquer ameaça à navegação na área costuma gerar forte volatilidade nos preços da commoditie.
Com a nova escalada de tensão, analistas já alertam para possíveis reflexos na inflação e nos custos de energia em diversos países (inclusive o Brasil). Caso os ataques se intensifiquem ou afetem de forma mais direta o fluxo de navios petroleiros, o preço do barril pode continuar subindo nas próximas semanas, ampliando os efeitos da crise sobre o mercado global de combustíveis e sobre o ritmo da economia internacional.