Crise no Golfo Pérsico paralisa exportações e ameaça economia iraquiana e mercado global de energia
O petróleo, motor da economia iraquiana, entrou em estado crítico. Com o bloqueio do Estreito de Ormuz em meio à escalada militar no Oriente Médio, a produção de petróleo do Iraque caiu cerca de 70%, mergulhando o país em uma das mais graves crises energéticas das últimas décadas e ampliando o temor de impacto global nos preços do combustível.
A produção, que normalmente gira em torno de 4,3 milhões de barris por dia, despencou para aproximadamente 1,3 milhão de barris diários. O recuo ocorreu principalmente nos campos petrolíferos do sul do país, responsáveis pela maior parte das exportações iraquianas. Sem conseguir embarcar o petróleo devido às restrições de navegação no estreito, o país foi forçado a reduzir a extração para evitar o colapso de sua capacidade de armazenamento.
Impacto econômico
O Estreito de Ormuz é uma das rotas marítimas mais estratégicas do mundo, por onde passa cerca de 20% do petróleo comercializado globalmente. Com o agravamento do conflito regional, o tráfego de navios petroleiros caiu drasticamente, interrompendo exportações e deixando centenas de embarcações paradas ou desviadas para rotas alternativas.
Para o Iraque, o impacto é especialmente severo. Mais de 90% da receita nacional depende do petróleo, e a queda abrupta nas exportações ameaça as contas públicas e a estabilidade econômica do país. Analistas alertam que, caso o bloqueio no estreito persista, o choque na oferta global pode elevar ainda mais os preços do petróleo e provocar efeitos em cadeia na economia mundial.