Mobilização no Dia Internacional da Mulher levou participantes às ruas para denunciar a violência de gênero e pedir políticas de proteção às mulheres
Em meio a cartazes, palavras de ordem e relatos de dor e resistência, mulheres e apoiadores ocuparam as ruas de São Paulo neste domingo, 8, Dia Internacional da Mulher, para denunciar a violência de gênero e exigir ações mais firmes contra o feminicídio no país. O ato reuniu manifestantes que caminharam pela Avenida Paulista, transformando a principal via da capital em um espaço de protesto, memória e reivindicação por justiça.
A mobilização contou com a presença de ativistas, familiares de vítimas e representantes políticos. Durante o protesto, participantes destacaram a necessidade de leis mais rigorosas e de políticas públicas que garantam proteção às mulheres e apoio às famílias afetadas pela violência. Parentes de vítimas também deram depoimentos emocionados, lembrando histórias interrompidas pelo feminicídio e cobrando respostas do poder público.
Vozes por justiça
Entre os presentes estava a vereadora Ana Carolina Oliveira, que perdeu a filha Isabella Nardoni em 2008. Durante o ato, ela defendeu medidas mais duras no enfrentamento à violência contra a mulher e ressaltou que o debate precisa incluir também o suporte às famílias das vítimas. “Quem fala sobre quem fica?”, questionou, ao pedir políticas de acolhimento para os familiares que permanecem após os crimes.
O protesto em São Paulo fez parte de uma série de mobilizações realizadas em diversas cidades do Brasil e da América Latina no 8 de Março. Em diferentes capitais, manifestações pediram o fim da violência contra as mulheres e denunciaram o avanço dos feminicídios, reforçando a urgência de políticas de prevenção, proteção e justiça para garantir o direito das mulheres a viver sem violência.