Especialista orienta sobre hábitos que ajudam a fortalecer ossos e músculos e reduzir o risco de doenças como osteoporose
No mês em que o mundo volta os olhos para as conquistas e desafios femininos, especialistas também chamam atenção para um aspecto muitas vezes silencioso da saúde da mulher: a estrutura que sustenta o corpo. Ossos, músculos e articulações sofrem mudanças importantes ao longo da vida feminina e, por isso, o Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (INTO) alerta para a importância da prevenção e do diagnóstico precoce de doenças que podem comprometer a mobilidade e a qualidade de vida.
De acordo com o ortopedista Phelippe Valente Maia, as alterações hormonais desempenham papel central nesse processo. “Durante a menopausa ocorre uma queda importante do estrogênio, o que favorece a redução da massa óssea e aumenta o risco de doenças como a osteoporose”, explica. O médico destaca que a redução hormonal também pode levar ao desenvolvimento da sarcopenia, condição caracterizada pela perda de massa muscular, que provoca fraqueza e dificuldade para realizar atividades do cotidiano, especialmente na terceira idade.
Doenças silenciosas
Além da osteoporose e da sarcopenia, as mulheres também apresentam maior incidência de problemas ortopédicos degenerativos, como a artrose, e deformidades nos pés, como o hálux valgo — popularmente conhecido como joanete. Nas lesões traumáticas, há ainda maior suscetibilidade a problemas no joelho, especialmente no ligamento cruzado anterior. No caso da osteoporose, um dos maiores desafios é que a doença costuma evoluir sem sintomas e, muitas vezes, só é descoberta após fraturas no colo do fêmur, no punho ou na coluna.
Para reduzir riscos, o especialista recomenda que, a partir do climatério ou por volta dos 50 anos, as mulheres procurem acompanhamento médico regular e avaliem a necessidade de exames como a densitometria óssea. Entre os hábitos essenciais estão a prática frequente de atividade física — combinando fortalecimento muscular, como musculação, pilates ou hidroginástica, com exercícios de impacto moderado, como caminhada ou corrida — além da exposição ao sol em horários adequados para estimular a produção de vitamina D. Segundo Maia, a prevenção e o cuidado contínuo são fundamentais para manter ossos e músculos fortes ao longo da vida.