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Gastronomia e Turismo

Turismo sem fronteiras... Mas com informação

04/03/2026 20:22 Por Redação NTD

Especialista aponta países de risco e destinos que são referência em inclusão para viajantes LGBTQIA+

Viajar é atravessar fronteiras, experimentar culturas e colecionar histórias. Mas, para turistas LGBTQIA+, o carimbo no passaporte pode significar também a necessidade de atenção redobrada. Em um mundo onde a diversidade é celebrada em alguns lugares e criminalizada em outros, planejar uma viagem internacional exige mais do que escolher pontos turísticos: é preciso conhecer leis, costumes e níveis de segurança antes de embarcar.

Segundo Marco Lisboa, CEO e fundador da 365 Fun Fest, rede de franquias especializada em viagens para o público LGBTQIA+, nem todos os destinos oferecem a mesma proteção. Países como Egito, Irã e Arábia Saudita aplicam legislações severas contra relações entre pessoas do mesmo sexo, com possibilidade de prisão e, em interpretações mais rígidas, até pena de morte. “Apesar de ser riquíssimo em história, o Egito impõe riscos reais que vão desde abordagens policiais até detenções baseadas em leis vagas de moralidade. Turismo deve ser sinônimo de experiência positiva, nunca de medo”, afirma Lisboa.

Atenção redobrada

Outros países como Somália, Uganda e Iêmen também figuram entre os mais hostis, com forte perseguição institucional e penalidades legais graves. Mesmo em locais onde não há pena de morte formalmente prevista, legislações restritivas e ausência de leis antidiscriminação podem colocar turistas em situações vulneráveis. O especialista recomenda reavaliar o roteiro, buscar informações atualizadas junto a autoridades e, sempre que possível, contar com agentes especializados no segmento.

Na outra ponta do mapa, destinos como Canadá, Malta, Espanha, Portugal e Islândia aparecem no topo dos índices globais de segurança e inclusão. O balneário de Puerto Vallarta, no México, também é citado como referência em acolhimento e programação voltada ao público LGBTQIA+. Na Europa, Alemanha, Noruega, Holanda e Bélgica combinam leis protetivas, infraestrutura turística e ampla aceitação social.