Ação do Voz das Mães em parceria com a FERJ levou inclusão e informação ao clássico Fluminense X Vasco
No templo do futebol brasileiro, onde a paixão costuma falar mais alto que qualquer discurso, a bola dividiu espaço com a empatia. No último domingo, 1, durante a semifinal do Campeonato Carioca entre Fluminense e Vasco da Gama, o Maracanã se transformou em vitrine de conscientização sobre doenças raras. A ação foi promovida pelo projeto Voz das Mães em parceria com a Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (FERJ), levando mães e crianças atípicas ao gramado antes da partida.
A iniciativa aproveitou a grande audiência do clássico para ampliar a visibilidade de famílias que convivem com diagnósticos raros ou ainda inconclusivos. Entre os participantes estavam Vini, que segue em investigação médica, e Netinho, portador de acondroplasia (nanismo). Ao entrarem em campo ao lado dos jogadores, eles receberam aplausos e manifestações de carinho das arquibancadas, em um gesto simbólico de acolhimento e respeito.
Inclusão em campo
Para Natália Lopes, fundadora do Voz das Mães e mãe de Vini, ocupar um evento de massa como uma semifinal estadual é estratégico para reforçar que as doenças raras existem e precisam ser discutidas com responsabilidade. “Informação é o primeiro passo para combater o preconceito”, afirmou. Já Vanny Santos, mãe de Netinho e influenciadora digital, destacou a emoção de ver o filho representando força e resiliência diante de milhares de torcedores, ressaltando o potencial inclusivo do esporte.
O Voz das Mães atua como rede de apoio e conscientização voltada à maternidade atípica, promovendo conteúdo educativo, troca de experiências e advocacy por políticas públicas e maior acesso a direitos para pessoas com deficiência e doenças raras. Com forte presença digital, o projeto busca ampliar o debate social sobre inclusão e se coloca à disposição para entrevistas e esclarecimentos sobre a iniciativa.