Parentes dizem que nova perícia pode ser essencial para esclarecer o que aconteceu no apartamento onde a policial foi encontrada morta
Na manhã de 18 de fevereiro, a policial militar Gisele Alves Santana, de 32 anos, foi encontrada morta com um disparo de arma de fogo na cabeça no apartamento do tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, no bairro do Brás, na região central de São Paulo. A ocorrência, inicialmente registrada como suicídio, passou a ser investigada como “morte suspeita” após a Polícia Civil identificar indícios que colocam em cheque essa versão e após relatos de familiares sobre um relacionamento conturbado entre Gisele e o marido.
Os parentes da soldado — que deixa uma filha de sete anos — declararam por meio de seu advogado que esperam que os laudos periciais tragam respostas e não descartam apoiar um eventual pedido de exumação do corpo caso os investigadores peçam oficialmente e a Justiça autorize para aprofundar a análise. Essa possibilidade, segundo especialistas, poderia ajudar a esclarecer tecnicamente a trajetória do projétil e outras contradições que surgiram no inquérito.
Perícia sob escrutínio
A investigação se intensificou depois que vestígios de sangue foram detectados no interior do box do banheiro, local onde, segundo o marido, ele estava tomando banho quando ouviu o disparo — e onde a arma teria sido usada. Além disso, exames residuográficos não identificaram resíduos de pólvora nas mãos nem de Gisele nem do tenente-coronel, o que ampliou a necessidade de cruzar conclusões técnicas com os depoimentos colhidos.
Familiares, por sua vez, já organizaram atos públicos e pressionam por uma apuração transparente, questionando a versão inicial das autoridades e pedindo que todas as possibilidades sejam consideradas pela Polícia Civil e pela Corregedoria da PM. A exumação, se autorizada pela Justiça, seria um dos próximos passos nessa busca por resposta e justiça.