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Economia

PIB anual cresce apenas 2,3 % e Brasil sai do Top 10 da economia mundial

03/03/2026 12:50 Por Redação NTD

Produto Interno Bruto em dólares diminui espaço entre as maiores economias globais, refletindo problemas financeiros dos últimos anos

O Brasil amanheceu fora do mapa das maiores potências econômicas do planeta: segundo um levantamento do Austin Rating baseado em dados do Fundo Monetário Internacional (FMI), o país deixou o Top 10 e passou para a 11ª posição no ranking global do Produto Interno Bruto (PIB) em dólares. A saída da lista é corroborada pela divulgação, nesta terça-feira, 3, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) que o Produto Interno Bruto (PIB) do país cresceu apenas 2,3% em 2025, com destaque negativo para o desempenho quase zerado (0,1) do último semestre do ano passado. Influenciada em grande parte pela forte valorização do rublo, a Rússia ultrapassou o Brasil e o Canadá em valor total de produção medida na moeda norte-americana.

O ranking atualizado evidencia que os Estados Unidos, China e Alemanha seguem firmes no pódio das maiores economias do mundo, enquanto o Brasil agora figura atrás de países como Índia, mas  ainda à frente de outras economias expressivas como Espanha e México. Essa manobra do ranking reflete não só variáveis econômicas próprias do país, como também flutuações cambiais, e o desempenho de outras potências, mostrando que, em uma economia globalizada, posições podem mudar mesmo sem grandes alterações na produção interna.

Economia doméstica desacelerada

Além da mudança no ranking global, o desempenho interno da economia brasileira em 2025 acendeu alertas: o crescimento do PIB ficou abaixo de anos anteriores, e sugerindo uma desaceleração influenciada por fatores como juros elevados, e ritmo de expansão mais moderado do consumo e da produção. Os dados divulgados pelo IBGE mostram que esse foi o menor crescimento anual desde 2020, quando a economia mundial havia sido afetada pela pandemia da COVID-19. 

O cenário dos últimos cinco anos refletem que, apesar de o Brasil ainda ser uma das maiores economias do mundo e manter relevância regional, limitações estruturais, pressões fiscais, e desafios para elevar a produtividade podem estar por trás desse reposicionamento no ranking internacional. A conjuntura reforça a necessidade de políticas que impulsionem o crescimento sustentado, ao mesmo tempo em que monitoram variáveis internas e externas que influenciam a competitividade global.