Concessionária Enel aponta acúmulo de gases inflamáveis como possível causa; trânsito é afetado e transtornos seguem no centro de São Paulo
A tranquila noite de domingo em São Paulo se converteu num enigma na região central quando, por volta das 22h30 do dia 1º de março, uma explosão repentina abriu uma cratera no meio da Rua da Consolação, importante via que liga o centro à Avenida Paulista. O estrondo subterrâneo rompeu cerca de 15 metros quadrados do asfalto, surpreendendo moradores, motoristas e pedestres e deixando um buraco profundo no sentido Avenida Paulista, exigindo a imediata interdição de faixas e alterações no tráfego urbano.
Segundo a concessionária Enel Distribuição São Paulo, que investiga o caso, medições feitas no local identificaram um acúmulo de gases inflamáveis dentro de uma galeria subterrânea no ponto da explosão — ainda que a rede elétrica não tenha sido danificada. Técnicos da empresa informaram que, para garantir a segurança das equipes, a energia foi desligada apenas no cliente mais próximo, que passou a ser atendido por meio de gerador.
Impactos e investigação
Apesar de testemunhas relatarem a saída de fumaça e cheiro forte antes do incidente, a causa exata ainda não foi oficialmente confirmada pelas autoridades. A Companhia de Gás de São Paulo (Comgás) afirmou que não identificou vazamento na sua rede que pudesse ter provocado a explosão, e o episódio segue sob análise conjunta com a prefeitura, Corpo de Bombeiros e a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET).
O impacto no cotidiano da cidade foi imediato: várias faixas da Rua da Consolação foram bloqueadas e motoristas precisaram desviar rotas para vias alternativas como a Rua Maceió e a Avenida Angélica. A circulação de ônibus também está mais lenta, com dezenas de linhas afetadas, enquanto equipes técnicas ainda trabalham para estabilizar a área e planejar o reparo da cratera em um dos corredores mais movimentados da capital paulista.