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“Justiça para Rodrigo”: família quer ampliar responsabilização de envolvidos em briga fatal no DF

28/02/2026 07:11 Por Redação NTD

Parentes do adolescente que morreu após agressão em Vicente Pires afirmam que não apenas o acusado principal deve responder pelo crime

No Distrito Federal, o nome de Rodrigo Castanheira, um adolescente de 16 anos que morreu depois de ser gravemente agredido em uma briga em Vicente Pires, continua ecoando entre familiares e autoridades em busca de justiça. Rodrigo sofreu um traumatismo craniano após ser atacado em um confronto com o ex-piloto Pedro Arthur Turra Basso, de 19 anos, em 22 de janeiro, e não resistiu às complicações depois de 16 dias internado em estado crítico. A morte do jovem, ocorrida no dia 7 de fevereiro, transformou o curso das investigações e levou a uma reclassificação do delito que agora pode ser tratado como homicídio doloso — quando há intenção de matar — pela Justiça do Distrito Federal e Territórios (MPDFT). 

A defesa e os familiares de Rodrigo divulgaram nesta sexta-feira um novo pedido oficial à Justiça: que os quatro amigos que estavam com o ex-piloto no momento da briga também respondam criminalmente pela morte do adolescente. Segundo o advogado da família, Albert Halex, há indícios de premeditação e de que o grupo agiu em conjunto, e não apenas o agressor direto. Ele alertou que a falta de investigação profunda dos demais envolvidos pode prejudicar o processo e facilitar a perda de provas cruciais. 

Nota à imprensa 

O pai de Rodrigo, o engenheiro Ricardo Castanheira, afirmou que ninguém do grupo estava presente por acaso e que todos sabiam das circunstâncias que levaram ao confronto. Em nota à imprensa, Isabela Castanheira, irmã da vítima, desabafou sobre a dor da perda e disse que a responsabilização completa dos envolvidos é essencial para que a família possa realmente enfrentar o luto. 

Apesar de Pedro Turra já estar preso preventivamente no Complexo Penitenciário da Papuda, a família segue empenhada em ampliar a apuração e garantir que todos os presentes no local da agressão respondam pelos atos que culminaram na morte do jovem. Eles aguardam agora o despacho conjunto com o MPDFT para transformar esses pedidos em ação judicial formal.