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Economia

Caso Banco Master reacende cautela e impulsiona busca por imóveis como investimento seguro

26/02/2026 12:51 Por Redação NTD

Especialistas apontam que ativos reais ganham força em momentos de desconfiança, mas defendem equilíbrio na estratégia financeira

Entre gráficos que sobem e descem nas telas e manchetes que despertam dúvidas, um velho ditado brasileiro volta a ecoar com força: “quem compra terra, nunca erra”. A recente desconfiança provocada pelo caso do Banco Master, embora distante de representar instabilidade no sistema financeiro nacional, reacendeu entre investidores (sobretudo os menos experientes) a busca por alternativas consideradas mais tangíveis e previsíveis. Nesse cenário, o mercado imobiliário ressurge como porto seguro para quem prioriza segurança patrimonial e visão de longo prazo. 

Historicamente, o investimento em imóveis já figura entre as preferências do brasileiro. Levantamento da Brain Inteligência Estratégica, realizado no segundo trimestre de 2025, indica que 49% da população pretende adquirir um imóvel. Para o especialista imobiliário Guido Santos, esse percentual tende a crescer em períodos de turbulência financeira. Segundo ele, mesmo aplicações conservadoras carregam algum nível de risco, enquanto o imóvel se consolida como alternativa sólida, com lastro real e potencial de geração de renda, e valorização ao longo do tempo, apesar da menor liquidez.

Ativo real em foco

A planejadora financeira e mestre em economia Kallenya Lima compartilha da avaliação e destaca que episódios como o do Banco Master alimentam a cautela, ainda que não comprometam o sistema financeiro. Para ela, o imóvel preserva o poder de compra ao acompanhar a inflação e cumpre múltiplas funções: moradia, renda e formação de patrimônio; tornando-se peça estratégica no planejamento financeiro. A especialista ressalta, porém, que a aquisição exige planejamento, já que envolve aporte inicial elevado, custos de manutenção, e gestão, devendo ser integrada a uma estratégia patrimonial mais ampla e alinhada aos objetivos de vida.

Kallenya também defende bom senso na análise dos investimentos financeiros, lembrando que nenhuma aplicação é totalmente livre de risco; nem mesmo deixar o dinheiro parado. Ela cita opções como CDBs, Tesouro Direto, poupança, LCIs, LCAs, ações, e fundos como instrumentos válidos para diferentes perfis e metas, inclusive para formar a entrada de um imóvel. A educadora financeira alerta que a principal desvantagem surge quando esses produtos são utilizados sem estratégia ou conhecimento, motivados por modismos e expectativas irreais, o que pode levar a frustrações e perdas. A combinação equilibrada entre ativos financeiros e reais, conclui, é o caminho mais consistente para segurança e crescimento patrimonial ao longo do tempo.