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Bem-estar & Saúde

Sem sono, sem saúde: insônia avança entre jovens e acende alerta de especialistas

23/02/2026 23:37 Por Redação NTD

Alta de atendimentos no pós-pandemia expõe impacto na saúde mental, nos estudos e no trabalho

Noites em claro, alarmes adiados e um cansaço que atravessa o dia: para muitos jovens, dormir bem virou exceção. Profissionais de saúde têm observado aumento consistente de queixas de insônia entre pessoas de 15 a 30 anos desde o período pós-pandemia, cenário que já se reflete nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) e nos atendimentos do SUS. Além do desgaste físico, especialistas destacam a relação direta entre privação de sono, ansiedade e sintomas depressivos.

O impacto da falta de descanso vai além do cansaço e atinge aprendizado e produtividade. Jovens relatam noites fragmentadas por preocupação, excesso de estímulos digitais e rotinas irregulares. A insônia favorece pensamentos ruminativos, reduz a capacidade de concentração e compromete a memória de trabalho, fatores que aparecem tanto em notas mais baixas quanto em queda de desempenho profissional.

Sono, saúde mental e rendimento

Relatórios de UBS e registros do SUS indicam crescimento das demandas por distúrbios do sono desde 2020, especialmente por insônia crônica e alterações do ciclo circadiano. Entre as causas apontadas estão mudanças de rotina durante a pandemia, maior uso noturno de celulares e computadores e o aumento de quadros ansiosos — fatores que persistiram mesmo com a retomada das atividades presenciais. Especialistas reforçam que a avaliação inicial pode ser feita na atenção primária, com encaminhamento a centros do sono quando necessário.

Como serviço, profissionais orientam procurar uma UBS se a insônia durar mais de três semanas, provocar prejuízos acadêmicos ou profissionais ou vier acompanhada de ansiedade e humor deprimido. Estratégias comportamentais, como higiene do sono e psicoterapia breve — especialmente a terapia cognitivo-comportamental para insônia (TCC-I) — são consideradas eficazes. Entre as medidas práticas estão manter horários regulares para dormir e acordar, reduzir telas antes de deitar, evitar cafeína à noite, criar ambiente adequado para o descanso, praticar atividade física durante o dia, usar técnicas de relaxamento e buscar ajuda especializada quando o problema se torna frequente ou intenso.