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Não contavam com minha astúcia: Polícia usa fantasia de Turma do Chaves para acabar com folia de criminosos

16/02/2026 14:40 Por Redação NTD

Em meio à confusão dos blocos na Praça da República, agentes à paisana surpreendem suspeitos e reforçam a segurança no Carnaval

Quando a música, as cores, e os confetes se espalharam pelos blocos na região da Praça da República, no Centro de São Paulo, neste domingo, 15, nem todos reconheceram a “Turma do Chaves”. Mas os foliões checavam duas vezes quando os personagens começavam a conduzir suspeitos algemados para longe da festa. Eram policiais civis infiltrados na multidão em uma operação inusitada de segurança pública no Carnaval 2026. 

A estratégia fez parte da atuação da Polícia Civil de São Paulo para combater crimes em meio à folia, especialmente tráfico de drogas, e receptação de bens furtados (principalmente smartphones e carteiras). Vestidos como personagens do clássico seriado mexicano, os agentes identificaram e prenderam cinco pessoas em flagrante. Dois homens foram detidos por tráfico de maconha, um terceiro foi flagrado com mais drogas e lança-perfume, e duas mulheres foram levadas sob suspeita de receptação de celulares furtados. 

Folia e fiscalização

A escolha dos disfarces tem sido uma tática recorrente durante as festividades: agentes à paisana também já foram vistos fantasiados de personagens da Turma do Scooby-Doo, Round 6, Caça Fantasmas, e alienígenas em ações anteriores, com prisões relacionadas a furtos e venda de bebidas clandestinas. Segundo a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP), essa presença “camuflada” ajuda a observar o comportamento de suspeitos sem alertá-los em meio às grandes aglomerações. 

A Operação Carnaval 2026, que abrange patrulhamentos a pé, uso de câmeras, drones e equipes especializadas, já contabilizou dezenas de prisões, e a apreensão de quadr 100 telefones celulares assaltados ou furtados desde o início da festa na capital paulista. Os presos foram encaminhados a distritos policiais no Bom Retiro, e nos Jardins, onde permanecem à disposição da Justiça enquanto os materiais apreendidos seguem para perícia.