Problema com encanamento marca pelo segundo dia consecutivo os bastidores do espaço VIP no Carnaval de São Paulo
O que era para ser vitrine de glamour e hospitalidade acabou virando sinônimo de constrangimento: no segundo dia seguido, o camarote da Prefeitura no Sambódromo do Anhembi foi palco de um indesejado “lixo no luxo”. Convidados relataram água suja, mau cheiro e dificuldades de acesso ao espaço oficial enquanto, a poucos metros dali, as escolas de samba brilhavam na avenida com fantasias reluzentes e carros alegóricos impecáveis.
O problema teve início após o rompimento de um cano de esgoto próximo à entrada do camarote institucional. A água contaminada se espalhou pela área de circulação, obrigando a organização a improvisar soluções emergenciais para garantir a passagem dos frequentadores. O episódio já havia ocorrido na noite anterior, gerando críticas sobre a estrutura oferecida em um dos espaços mais simbólicos do evento.
Reparo emergencial
Em nota, a Prefeitura de São Paulo informou que acionou equipes técnicas e contou com apoio da Sabesp para conter o vazamento. Caminhões de sucção e manutenção foram enviados ao local, e o fluxo de esgoto teria sido controlado ainda durante a madrugada, permitindo a continuidade da programação normal no camarote.
Apesar do contratempo nos bastidores, os desfiles do Grupo Especial seguiram normalmente no Anhembi, reunindo milhares de foliões. O contraste entre o espetáculo luxuoso da avenida e os transtornos estruturais no espaço oficial, no entanto, acabou ofuscando parte da festa e levantando questionamentos sobre planejamento e manutenção em um dos principais palcos do Carnaval paulistano.