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Suzane von Richthofen toma medidas controversas em disputa por herança após morte de tio

12/02/2026 10:55 Por Redação NTD

Condenada pelo assassinato dos pais afirma que agiu para proteger patrimônio, enquanto outra parente contesta legalidade das ações na Justiça

Em um enredo que mistura legado familiar, polêmica e conflitos judiciais, Suzane von Richthofen admitiu à Justiça ter removido um carro e feito soldagens em pontos de acesso da casa de seu tio falecido na Zona Sul de São Paulo, depois que o imóvel foi invadido e furtado. A medida, segundo a defesa apresentada nos autos, teria sido tomada para “preservar o patrimônio” deixado por Miguel Abdalla Neto, cujo corpo foi encontrado em sua residência no início de janeiro — morte que ainda é tratada como suspeita pelas autoridades. 

De acordo com relatos, a casa no bairro do Campo Belo sofreu saques de móveis, documentos e dinheiro pouco depois do óbito, o que teria motivado Suzane a soldar o portão e a porta do imóvel. Além disso, ela declarou nos autos que retirou um veículo Subaru XV, propriedade do tio, e o manteve em local que considera “seguro” enquanto aguarda decisão judicial sobre a administração do espólio. 

Conflito e contestação

A prima de Miguel, Silvia Magnani, que afirma ter convivido com o médico por mais de uma década, questiona a legalidade das ações de Suzane. Para ela, a soldagem e a tomada do carro ocorreram sem autorização da Justiça e configuram invasão e subtração planejada de bens, defendendo que a formalização da administração do espólio deve respeitar os devidos trâmites legais. 

O caso se insere em um contexto mais amplo de disputa patrimonial, com Suzane buscando ser reconhecida como herdeira do tio e administrar bens avaliados em milhões de reais, enquanto a outra corrente familiar contesta essa posição. A polêmica ainda ocorre em meio às investigações sobre a morte de Miguel e à ausência de uma nomeação formal de inventariante, o que intensifica o debate sobre os limites entre proteção de patrimônio e possíveis irregularidades jurídicas no processo em andamento.