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Economia

Inflação sobe em janeiro e confirma cenário econômico em 2026

10/02/2026 15:10 Por Redação NTD

IPCA registra taxa de 0,33% em janeiro e 4,44% no acumulado de 12 meses dentro do teto da meta do governo

O ano começou com o consumidor brasileiro sentindo no bolso o mesmo ritmo de alta de preços que fechou 2025: em janeiro, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) avançou 0,33%, repetindo o patamar de dezembro do ano passado e marcando mais que o dobro do registrado em janeiro de 2025, quando o índice foi de 0,16%. Esse dado, divulgado nesta terça-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), dá continuidade à trajetória de inflação moderada, mas persistente, que ainda coloca desafios para a economia nacional. 

No acumulado em 12 meses, o IPCA chegou a 4,44%, permanecendo dentro do limite máximo de tolerância da meta oficial de inflação (entre 1,5% e 4,5%) estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional; um alívio para os formuladores de política econômica, que acompanham de perto esse indicador como referência para decisões financeiras e monetárias. 

Componentes que alteraram os preços

O resultado de janeiro refletiu forças opostas dentro da cesta de consumo: enquanto a gasolina teve forte impacto de alta, respondendo por 0,10 ponto percentual do índice, a redução nos valores da conta de luz ajudou a compensar parte desse aumento, diminuindo o peso final da inflação no mês. Esses movimentos nos preços de itens essenciais mostram como oscilações em setores específicos podem influenciar diretamente o custo de vida das famílias brasileiras. 

Economistas do governo projetam que, apesar desse ritmo ainda contido, a inflação deve encerrar 2026 um pouco abaixo de 4%, sustentando expectativas de que o Banco Central possa considerar cortes na taxa básica de juros Selic ao longo do ano, caso as condições econômicas se mantenham estáveis. A continuidade da inflação dentro da faixa de tolerância é vista como um sinal positivo para a economia, mas analistas destacam a importância de monitorar pressões de preços em itens voláteis e fatores externos que podem influenciar futuras leituras.