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Polêmica na zona sul: Suzane von Richthofen e prima serão ouvidas em inquérito por suspeita de furto

10/02/2026 12:04 Por Redação NTD

Condenada por um dos crimes mais chocantes do país será ouvida pela polícia em meio a disputa por herança milionária e acusações que reacendem a comoção pública

Em São Paulo, cenas improváveis se repetem no universo de um dos crimes mais marcantes da história criminal brasileira: a Polícia Civil vai ouvir Suzane von Richthofen e sua prima, a empresária Carmem Silvia Gonzalez Magnani, em um inquérito que investiga a suspeita de furto na casa do tio de Suzane, o médico Miguel Abdalla Netto, encontrado morto no início de janeiro. O caso tem movimentado delegacias e fóruns da capital paulista, reacendendo a atenção sobre os desdobramentos familiares que vão muito além da morte do parente. 

O corpo de Miguel, de 76 anos, foi achado sem sinais aparentes de violência na sua residência na região do Campo Belo, zona sul de São Paulo. A Polícia Civil registrou a morte como suspeita e aguarda exames necroscópicos para esclarecer as causas. Pouco depois, surgiram relatos de que o imóvel teria sido arrombado e itens como sofá, máquina de lavar, bolsa com documentos e dinheiro foram levados, dando margem a uma investigação de furto em andamento.  

Disputa que virou caso de polícia

A confusão ganhou contornos mais agudos quando Carmem, que afirma ter sido companheira de Miguel em união estável, registrou um boletim de ocorrência acusando Suzane de retirar bens da casa do tio sem autorização judicial, enquanto as partes disputam judicialmente a herança estimada em cerca de R$ 5 milhões. Segundo a SSP-SP, a acusação foi enquadrada como “exercício arbitrário das próprias razões” e o inquérito tramita no 27º Distrito Policial, responsável pela área. 

Esse novo episódio reacende, mais uma vez, a trajetória de Suzane na mídia e na Justiça — quase 24 anos depois de ter sido condenada a 39 anos e seis meses de prisão pelo assassinato dos próprios pais, Manfred e Marísia von Richthofen, crime que chocou o país em 2002. A expectativa agora é pelo depoimento das envolvidas e pelos próximos passos da investigação, que podem influenciar não só a definição sobre o destino dos bens deixados por Miguel, mas também possíveis consequências legais para Suzanne caso a acusação seja comprovada.