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Adeus a um mestre das lentes: Américo Vermelho morre aos 71 anos no Rio de Janeiro

08/02/2026 23:16 Por Redação NTD

Referência do fotojornalismo nacional deixa legado de imagens e ensino para novas gerações

Quando a luz do estúdio se apaga, é a memória das imagens que permanece: o fotógrafo paranaense Américo Vermelho faleceu neste domingo, 8, aos 71 anos, deixando quatro filhos — Ian, Renan, Caio e Gabriela — e uma carreira marcada pela sensibilidade e relevância nas páginas dos principais jornais e revistas brasileiros. Ele sofreu um infarto fulminante enquanto dormia, e morreu sem ter tempo de ser socorrido ou de sentir dor. O fotógrafo deixou a vida no Rio de Janeiro, cidade onde morou nas últimas décadas, e construiu grande parte de sua trajetória profissional.

Natural de Bom Sucesso, no norte do Paraná, Vermelho passou parte de sua infância e juventude em Apucarana antes de seguir para Curitiba, onde estudou Jornalismo na Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR), e iniciou sua trajetória como cinegrafista e fotógrafo. Já nos anos 1970, colaborou com jornais paranaenses como O Estado do Paraná e Correio de Notícias, abrindo caminho para sua entrada no cenário nacional. 

No Rio de Janeiro, o profissional se consolidou como um dos nomes respeitados do fotojornalismo, colaborando com importantes veículos como O Estado de São Paulo, O Globo e Jornal do Brasil, além de revistas de grande circulação como Senhor, Veja e Isto É. Entre 1983 e 1986, transmitiu seu conhecimento como professor de fotojornalismo na PUC Rio, formando novas gerações de profissionais. Vermelho também foi um dos pioneiros da fotografia com drone no Brasil, explorando novas perspectivas visuais quando a tecnologia ainda engatinhava no país.

O velório do fotógrafo está marcado para esta segunda-feira, 9, às 13h00, na Capela 8 do Cemitério do Caju, com cremação prevista para as 16h00. Mais do que um pai, amigo querido no meio jornalístico, fotógrafo e professor, ele se despede como um contador de histórias visuais. A partida de Américo Vermelho representa não só a perda de um nome importante da fotografia brasileira, mas também a lembrança da contribuição que imagens bem capturadas têm na construção da nossa história coletiva.