Consumo de vodca adulterada em janeiro é apontado como causa; estado soma dezenas de casos confirmados e em investigação
Quando a noite de diversão vira tragédia: um jovem de 26 anos morreu após ingerir vodca adulterada com metanol, marcando a 12ª morte ligada à intoxicação pela substância no estado de São Paulo. Segundo boletim epidemiológico divulgado pelas autoridades de saúde, nesta quarta-feira, 4, a vítima — morador de Mauá, na região metropolitana da capital — foi internada em meados de janeiro e morreu no fim daquele mês, após complicações decorrentes da contaminação.
O caso integra um surto mais amplo de intoxicação por metanol em bebidas alcoólicas distribuídas de forma irregular no estado, que já contabiliza dezenas de confirmações. Até o momento, autoridades de saúde confirmaram 52 casos de intoxicação por metanol em São Paulo com 12 óbitos oficiais, além de outras mortes ainda sob investigação em diferentes municípios paulistas.
Caminho perigoso do “álcool adulterado”
Especialistas alertam que o metanol — um tipo de produto químico utilizado na indústria e em combustíveis — é extremamente tóxico para o organismo humano, podendo causar desde náuseas e confusão mental até cegueira permanente e morte. A substância é indistinguível do etanol em sabor e cheiro, o que dificulta a identificação pelo consumidor até que seja tarde demais.
As investigações policiais e sanitárias têm mirado estabelecimentos que comercializam bebidas clandestinas ou de procedência duvidosa. Em alguns casos, operações conjuntas entre Vigilância Sanitária e Polícia Civil resultaram na apreensão de garrafas suspeitas e na fiscalização de adegas consideradas potenciais pontos de venda de bebidas adulteradas. Enquanto isso, profissionais de saúde reforçam a necessidade de buscar atendimento imediato ao menor sinal de sintomas após o consumo de destilados.