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O tabuleiro da guerra: Ucrânia cobra jogada dos EUA após ataque russo

04/02/2026 23:45 Por Redação NTD

Zelenskyy pede reação de Washington enquanto Moscou avança suas peças e negociações de paz seguem sob tensão

No grande tabuleiro da guerra na Ucrânia, as peças voltaram a se mover com violência. Em pleno inverno rigoroso, a Rússia lançou um ataque maciço contra a infraestrutura energética ucraniana, deixando cidades no escuro e milhares de civis sem aquecimento. Diante do xeque imposto por Moscou, o Presidente Volodymyr Zelenskyy olhou diretamente para o outro lado do tabuleiro e apelou aos Estados Unidos, a peça mais poderosa do jogo, pedindo uma resposta clara do Presidente Donald Trump, capaz de alterar o rumo da partida.

Os bombardeios, realizados com mísseis e drones, atingiram especialmente Kyiv e outras regiões estratégicas, segundo autoridades ucranianas. Para Zelenskyy, a ofensiva viola uma espécie de “regra do jogo” defendida por Washington: a proteção das infraestruturas civis durante o inverno. O líder ucraniano afirmou que a Rússia segue avançando como um jogador que ignora acordos tácitos, testando até onde os EUA estão dispostos a mover suas peças no conflito. 

Xeque ao rei americano

Enquanto isso, Trump adota um discurso cauteloso, afirmando que Vladimir Putin teria respeitado parcialmente compromissos de cessar-fogo, mesmo diante das explosões que ecoaram na Ucrânia. A postura do Presidente norte-americano gera inquietação em Kyiv, que vê os Estados Unidos como a torre capaz de conter o avanço russo. Analistas observam que, sem uma jogada firme de Washington, Moscou tende a ganhar espaço e confiança no tabuleiro diplomático e militar.

As negociações retomadas em Abu Dhabi correm em paralelo aos ataques, num cenário em que cada movimento é observado com atenção por aliados e adversários. Para a Ucrânia, não há partida possível sem regras claras: Zelenskyy insiste que qualquer conversa de paz precisa vir acompanhada de ações concretas que impeçam novos ataques. No xadrez da guerra, os ucranianos querem saber se os Estados Unidos vão apenas observar a partida ou fazer a jogada que pode mudar o desfecho do jogo.