IBGE aponta queda na produção industrial em 2025, com impacto no desempenho de diferentes segmentos
Num ano em que a expectativa por uma retoma econômica mais vigorosa circulava entre analistas, os números oficiais trouxeram um cenário bem menos otimista. A produção de bens de capital — máquinas e equipamentos usados na produção de outros bens — registrou recuo de 1,5% ao longo de 2025, segundo dados da Pesquisa Industrial Mensal do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado foi divulgado nesta terça-feira, 3, pelo órgão, que revelou ainda ajustes nas estatísticas industriais dos meses anteriores.
Os bens de capital são considerados um termômetro do investimento em tecnologia e capacidade produtiva. O recuo observado no ano passado está alinhado a uma sequência de revisões e fragilidades na produção industrial, que em dezembro de 2025 voltou a registrar queda mensal mais intensa em quase um ano e meio. Esses sinais refletem um setor sob pressão, com indústria oscilando ao invés de sustentar um ritmo de crescimento mais consistente.
Desempenho setorial
Além do declínio nos bens de capital, o IBGE mostrou que a produção de bens de consumo no acumulado do ano também caiu, em 1,1%, enquanto a de bens intermediários — utilizados como insumos na cadeia produtiva — teve alta de 1,5%. Entre os bens de consumo, os duráveis foram a exceção, com elevação de 2,5%, contrastando com as quedas nos semiduráveis e não duráveis.
O resultado geral da indústria em 2025 sugere um ambiente econômico desafiador, em que setores-chave enfrentaram retração ou desempenho modesto. A leitura desses dados pode influenciar expectativas de investidores e formuladores de política econômica, especialmente em um contexto de ajustes nos mercados e no ambiente de negócios.