Como o campo se tornou o motor de uma economia em expansão e determinante nas contas nacionais
Por décadas uma terra de importadores de alimentos, o Brasil virou protagonista global quando o assunto é produção agrícola. E isso está mudando não só o campo, mas toda a economia do país. Hoje, o agronegócio não é apenas uma peça importante do quebra-cabeça econômico brasileiro: ele é um dos pilares que mais sustentam o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) nacional e giram cifras gigantes que impactam diretamente empregos, comércio exterior e o desenvolvimento interno.
Com uma evolução impressionante nas últimas quatro décadas, o setor passou de uma produção de 38 milhões de toneladas de grãos em 1975 para uma projeção que supera as 354 milhões de toneladas em 2026; um salto de mais de 800%. Paralelamente, a pecuária brasileira abriga mais de 230 milhões de cabeças de gado, consolidando o país como detentor do maior rebanho comercial do mundo. Essa modernização e produtividade impulsionaram o desempenho do agronegócio: em 2025, a agropecuária cresceu mais de 11% nos primeiros três trimestres, contribuindo de forma decisiva para os números positivos da economia brasileira.
O campo vai além da safra
Além da produção interna, o agro exerce papel central na balança comercial do país. Em 2025, o agronegócio respondeu por quase metade de todas as exportações brasileiras, com cerca de US$ 169,2 bilhões do total de US$ 348,6 bilhões gerados pelo comércio exterior. Produtos como carnes, soja e café seguem entre os principais itens embarcados ao redor do mundo, com China e União Europeia figurando como grandes destinos das mercadorias brasileiras.
Esse protagonismo transcende as fronteiras do campo e tem reflexos diretos no mercado interno: são mais de 28 milhões de empregos vinculados ao agronegócio, além de efeitos multiplicadores em setores como transporte, indústria de alimentos, comércio e tecnologia. Economistas destacam que, sem o crescimento do campo em 2025, o PIB do país teria avançado menos do que foi registrado; o que demonstra que a força do agro não é apenas numérica, mas estratégica para manter a economia nacional em movimento.