Mais de dois terços dos investidores com direito à garantia receberam recursos, e fundo se prepara para próximos pagamentos
Na última semana, o Fundo Garantidor de Créditos (FGC) se tornou protagonista de uma das maiores operações de ressarcimento financeiro do país, entregando bilhões a investidores afetados pela liquidação extrajudicial do Banco Master. Desde a segunda-feira, 19, o órgão tem processado milhares de pedidos por meio de seu aplicativo oficial, devolvendo um montante que chega a R$ 26 bilhões, o equivalente a 66,4% do total estimado e beneficiando cerca de 521 mil credores com direito à garantia.
Os pagamentos, que começaram de forma mais lenta e depois ganharam velocidade com ajustes técnicos nos sistemas do FGC, representam 67,3% dos investidores elegíveis. Segundo o fundo, aproximadamente 2,8 mil solicitações estão sendo processadas por hora, o que ajuda a reduzir o atraso nos repasses. Apesar do avanço, a instituição destaca que os procedimentos de verificação de segurança e prevenção a fraudes podem estender o tempo para concluir algumas liberações individuais.
Garantias e próximos passos
O FGC estima que, ao final do processo de liquidação do Banco Master, serão necessários cerca de R$ 40,6 bilhões líquidos para cobrir todas as garantias; um valor que representa aproximadamente um terço dos recursos disponíveis no fundo. Além disso, o fundo também terá de honrar pagamentos aos credores do Will Bank, outra instituição ligada ao mesmo grupo financeiro que teve sua liquidação decretada recentemente pelo Banco Central. A previsão para esses repasses adicionais é de cerca de R$ 6,3 bilhões, embora ainda não haja um cronograma definido para o início.
Analistas financeiros e clientes acompanham de perto os desdobramentos desses pagamentos, que envolvem um número expressivo de investidores, e têm impacto direto na confiança em mecanismos de garantia de depósitos no país. Enquanto isso, o FGC continua monitorando seus sistemas e ajustando processos para acelerar a conclusão dos repasses, e garantir que os credores recebam os valores a que têm direito.