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Gastronomia e Turismo

Noroeste gaúcho se firma como rota de turismo cultural no Sul

25/01/2026 14:02 Por Redação NTD

Região aposta na integração entre agricultura, patrimônio histórico e experiências culturais para atrair visitantes durante todo o ano

Entre quedas d’água imponentes, memórias centenárias e a força do campo, o Noroeste do Rio Grande do Sul vem redesenhando seu mapa turístico. A região vive um momento de fortalecimento do turismo cultural, com roteiros que unem natureza, história e identidade local, ampliando o tempo de permanência dos visitantes e estimulando viagens curtas, especialmente nos fins de semana e no verão gaúcho.

Além de atrativos naturais como o Salto do Yacumã e o Salto do Roncador, o território tem investido na valorização de sua trajetória agrícola e cultural. Um dos principais destaques é o MEA – Memorial da Evolução Agrícola, em Horizontina, considerado o maior memorial dedicado à agricultura da América Latina. Inserido em um território emblemático, berço da primeira colheitadeira automotriz do Brasil, a SLC 65-A, o espaço se consolidou como ponto estratégico para o turismo e a cultura regional. 

Polo de memória, cultura e inovação

Criado pelo Instituto John Deere em parceria com o Ministério da Cultura, por meio da Lei de Incentivo à Cultura, o MEA completou dois anos reunindo mais de 130 mil visitações. Com entrada gratuita, o memorial oferece exposições imersivas sobre a evolução da agricultura brasileira, além de oficinas, espetáculos teatrais, apresentações musicais e atividades educativas voltadas a públicos diversos. O complexo também abriga áreas de convivência, esporte e lazer, funcionando como um espaço vivo de encontro entre comunidade e visitantes.

A atuação do MEA vai além de sua sede fixa. Com o programa MEA Itinerante, o memorial leva parte de sua experiência a municípios do Noroeste gaúcho, fortalecendo o turismo de proximidade e a integração regional. Após passar por seis cidades em 2024, o projeto ampliou sua atuação em 2025 e prevê alcançar 18 municípios até 2026, com exposições interativas e apresentações teatrais gratuitas que conectam cultura, gastronomia, paisagem e identidade local.Esse movimento ganha ainda mais relevância com a proximidade dos 400 anos da chegada dos jesuítas ao Rio Grande do Sul, em 2026. A região abriga o Sítio Histórico São Miguel Arcanjo, único patrimônio mundial da humanidade reconhecido pela Unesco no estado, além do Museu Histórico das Missões.