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IPVA mais caro do Brasil é de uma Ferrari de R$ 35,6 milhões no Distrito Federal

17/01/2026 20:42 Por Redação NTD

LaFerrari lidera ranking nacional de tributos automotivos, superando até imóveis de alto padrão em valor de imposto

A paisagem do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) no Distrito Federal ganhou um protagonista digno de capa de revista: uma Ferrari LaFerrari avaliada em R$ 35,6 milhões, que terá o maior valor de IPVA do país em 2026 — mais de R$ 1,06 milhão. A cifra impressiona não apenas pelo montante, mas pela comparação curiosa com bens de alto padrão no país, inclusive um apartamento de cerca de 41,5 m² no bairro do Leblon, no Rio de Janeiro, cujo preço médio do metro quadrado ultrapassa os R$ 25 mil, segundo índices imobiliários. 

O superesportivo, registrado em Brasília, incorpora tecnologia híbrida e impressionante performance: combina um motor V12 6.3 aspirado e um motor elétrico, totalizando 963 cv e aceleração de 0 a 100 km/h em cerca de 3 s — atributos que garantem não apenas status, mas um tributo à altura. Na capital do país, estão outras veículos com tributos impressionantes: O segundo lugar no ranking de IPVA do DF ficou com um Porsche 918 Spyder de 2015, cujo imposto chega a quase R$ 393 mil, seguido por outro 918 Spyder de 2014, com tributo superior a R$ 370 mil. 

Ranking dos supercarros

Outros carros de luxo também aparecem na lista dos mais “salgados” para os cofres públicos: entre eles, uma Lamborghini Aventador SVJ R avaliada em R$ 7,87 milhões, cujo dono deverá pagar mais de R$ 236 mil de IPVA em 2026. Esses números refletem diretamente as alíquotas vigentes no DF — 3 % sobre carros de passeio — e a valorização de modelos exclusivos no mercado automobilístico de luxo.

Para os proprietários brasileiros em geral, o calendário de vencimentos do IPVA começa em 23 de fevereiro de 2026, com possibilidade de parcelamento em até seis vezes, desde que cada cota seja igual ou superior a R$ 50, ou pagamento à vista com desconto de 10 % para quem estiver em dia com tributos anteriores. A manutenção de alíquotas e regras, sem aumento, não diminui, entretanto, o impacto nos bolsos dos donos dessas máquinas de alto valor.