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Motoristas questionam autoridades por pedágio de R$ 50,00 feito por índios em MT

14/01/2026 23:01 Por Redação NTD

Motoristas relatam abordagens recorrentes de indígenas entre Sapezal e Campo Novo do Parecis, com valores considerados abusivos e cobrança sem respaldo legal

Caminheiros que trafegam pela região noroeste de Mato Grosso, estão revoltados com a cobrança do pedágio indevido, que começa com R$ R$ 10,00 para motocicletas, R$ 20,00 para carros e R$ 50,00 para caminhões e carretas pesadas, na MT235, entre Sapezal e Campo Novo do Parecis, em Mato Grosso. Esse tipo de ação tem sido recorrente pelos índios e gravados por motoristas indignados a pagarem pedágios irregulares. Em uma ação anterior, por meio de decisão judicial, a Polícia Federal em operação conjunta com a Polícia Rodoviária Federal e o Exército Brasileiro desobstruiram trecho da BR 364, km 1.243, em Comodoro, distante 660 km da capital Cuiabá, em Mato Grosso, onde índios da etnia Nambikwara bloqueavam a rodovia e cobravam uma espécie de pedágio de motoristas. 

A ação acontece há muitos anos, na rodovia estadual, mas que os índios hora e outra retomam a cobrança do pedágio. Alguns índios, sempre arrogantes e em tom ameaçadores, abordam motoristas de carretas, carros e motos, em um trecho da rodovia estreita por cones, para cobrar o pedágio em dinheiro ou Pix. Na região tem mais de dez aldeias indígenas, com recursos naturais, como diversas cachoeiras, a maioria em reservas indígenas e muitas fazendas com plantação de soja.

Redes sociais e denúncias

Nesta semana, os caminhoneiros e moradores da região, que precisam trafegar na MT-235 voltaram a postar vídeos reclamando do valor absurdo cobrado de forma irregular pelos indígenas. Numa das postagens, um vídeo mostra a revolta de um caminhoneiro que se recusou a pagar o pedágio e seguiu viagem com muita reclamação para os índios presentes no trecho da rodovia.  

Conforme o vídeo, um caminhoneiro questiona a cobrança e diz que não vê a estrada como privada. Motoristas e moradores também relatam que não há emissão de recibo e questionam a fiscalização da Polícia Federal, Funai e Secretaria de Infraestrutura de Mato Grosso, responsável pelas rodovias estaduais. Nos comentários dos pôsteres, a orientação é para as autoridades se posicionarem sobre a situação. Em um outro caso absurdo, um casal já acostumado as investidas dos índios, mostra num vídeo, a carteira de autista do filho, que está no banco de trás do carro, para um índio e ganhar passagem livre. Outros defendem que todos recusem pagar o pedágio e denunciar às policiais rodoviárias federal e estadual da região.